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quinta-feira, 23 de setembro de 2010
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
quinta-feira, 26 de março de 2009
Ovos em Felgueiras
Hoje, na Escola Secundária de Felgueiras, dois alunos foram detidos por atirarem ovos à ministra da Educação, que foi impedida de sair da escola. A comunicação social foi prontamente silenciada pelo governo...
domingo, 13 de abril de 2008
Uma batalha apenas

Na madrugada do dia 12 de Abril, conseguimos uma vitória, mas foi apenas numa batalha. Mais de cem mil vozes começaram a ser ouvidas. Valeu a pena deixarmos de corrigir os testes e afastarmo-nos da família por um dia para nos juntarmos e mostrarmos que nos sentíamos indignados por sermos tão maltratados pelo Ministério.
Inicialmente, todos os professores tinham de ser avaliados ainda este ano em duas aulas assistidas. Depois, já não havia aulas assistidas, porque os titulares não teriam tempo de dar as suas aulas e de assistir às dos “colegas” avaliados. Depois eram só os contratados e os que mudavam de escalão a serem avaliados, segundo os critérios de cada escola. Finalmente, esses professores serão avaliados pelos mesmos indicadores em todo o país. Analisando esses critérios, concluímos que são os mesmos que já existiam e que este governo suspendeu, porque congelou o tempo de serviço e as carreiras. É verdade, quem suspendeu a avaliação dos professores para depois dizer que não existia foi este governo.
No entanto, só vencemos uma batalha que só terá reflexo neste ano lectivo, ainda há um longo caminho a percorrer, pois ainda temos de conseguir ganhar a guerra das mudanças para o futuro, negociando os seguintes pontos:
1.º Acabar com a distinção das categorias na carreira;
2.º Repor a democracia nas escolas;
3.º Impedir que o abandono escolar conte para a avaliação dos professores;
4.º Aproveitar o acordo para impor este modelo de avaliação simplificada e menos burocrática a todos os professores nos próximos anos;
5.º Voltar a ser concedido tempo aos professores para planificarem e prepararem aulas, elaborarem e corrigirem testes, fazerem relatórios e prepararem actividades, analisarem e seleccionarem manuais, participarem em reuniões e fazerem formação;
6.º A supervisão de aulas deverá ser só em casos pontuais;
7.º Os resultados da avaliação dos alunos não devem influenciar negativamente a avaliação dos professores, porque a “matéria-prima” não é idêntica;
8.º A diminuição do número máximo de alunos por turma para 25, numa primeira fase;
9.º A devolução do tempo de serviço efectivamente prestado para efeitos de progressão na carreira;
10.º O mesmo tratamento para correctores de exames nacionais do 3º ciclo e do secundário;
11.º A distinção clara no Estatuto do Aluno entre faltas justificadas e injustificadas.
Se conseguirmos acordo em 6 destes 10 pontos já será uma negociação positiva. Caso contrário, o ministério vencerá. Para conseguirmos uma vitória clara, temos de explicar bem aos portugueses que o passo dado foi só para este ano lectivo e que a luta continuará para que o modelo, que o ministério e sindicatos concordaram que era justo para os contratados seja adoptado para todos os docentes, nos próximos anos. O Ministério foi ardiloso ao fazer o acordo só para este ano, acabando com a contestação, porque a partir de agora a opinião pública não perceberá os motivos que levarão os professores a continuar a lutar, se o ministério já cedeu. Devemos aproveitar esta vitória como motivação para as futuras lutas e explicar muito bem a todos que o entendimento alcançado foi só para este ano lectivo.
Neste jogo de xadrez, temos de nos lembrar de que ainda só conseguimos pôr o rei em xeque, de que este jogo só se ganha com xeque-mate e de que o adversário fez uma boa jogada para o evitar, lançando-nos o isco... Cabe-nos fazer a próxima jogada.
salvarescola@gmail.com
Inicialmente, todos os professores tinham de ser avaliados ainda este ano em duas aulas assistidas. Depois, já não havia aulas assistidas, porque os titulares não teriam tempo de dar as suas aulas e de assistir às dos “colegas” avaliados. Depois eram só os contratados e os que mudavam de escalão a serem avaliados, segundo os critérios de cada escola. Finalmente, esses professores serão avaliados pelos mesmos indicadores em todo o país. Analisando esses critérios, concluímos que são os mesmos que já existiam e que este governo suspendeu, porque congelou o tempo de serviço e as carreiras. É verdade, quem suspendeu a avaliação dos professores para depois dizer que não existia foi este governo.
No entanto, só vencemos uma batalha que só terá reflexo neste ano lectivo, ainda há um longo caminho a percorrer, pois ainda temos de conseguir ganhar a guerra das mudanças para o futuro, negociando os seguintes pontos:
1.º Acabar com a distinção das categorias na carreira;
2.º Repor a democracia nas escolas;
3.º Impedir que o abandono escolar conte para a avaliação dos professores;
4.º Aproveitar o acordo para impor este modelo de avaliação simplificada e menos burocrática a todos os professores nos próximos anos;
5.º Voltar a ser concedido tempo aos professores para planificarem e prepararem aulas, elaborarem e corrigirem testes, fazerem relatórios e prepararem actividades, analisarem e seleccionarem manuais, participarem em reuniões e fazerem formação;
6.º A supervisão de aulas deverá ser só em casos pontuais;
7.º Os resultados da avaliação dos alunos não devem influenciar negativamente a avaliação dos professores, porque a “matéria-prima” não é idêntica;
8.º A diminuição do número máximo de alunos por turma para 25, numa primeira fase;
9.º A devolução do tempo de serviço efectivamente prestado para efeitos de progressão na carreira;
10.º O mesmo tratamento para correctores de exames nacionais do 3º ciclo e do secundário;
11.º A distinção clara no Estatuto do Aluno entre faltas justificadas e injustificadas.
Se conseguirmos acordo em 6 destes 10 pontos já será uma negociação positiva. Caso contrário, o ministério vencerá. Para conseguirmos uma vitória clara, temos de explicar bem aos portugueses que o passo dado foi só para este ano lectivo e que a luta continuará para que o modelo, que o ministério e sindicatos concordaram que era justo para os contratados seja adoptado para todos os docentes, nos próximos anos. O Ministério foi ardiloso ao fazer o acordo só para este ano, acabando com a contestação, porque a partir de agora a opinião pública não perceberá os motivos que levarão os professores a continuar a lutar, se o ministério já cedeu. Devemos aproveitar esta vitória como motivação para as futuras lutas e explicar muito bem a todos que o entendimento alcançado foi só para este ano lectivo.
Neste jogo de xadrez, temos de nos lembrar de que ainda só conseguimos pôr o rei em xeque, de que este jogo só se ganha com xeque-mate e de que o adversário fez uma boa jogada para o evitar, lançando-nos o isco... Cabe-nos fazer a próxima jogada.
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segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Retrato da Ministra
A ministra sinistra
RETRATO (Ah, grande Bocage!! )
*Baixa, de olhos ruins, amarelenta,
Usando só de raiva e de impostura,
Triste de facha, o mesmo de figura,
Um mar de fel, malvada e quezilenta;
Arzinho confrangido que atormenta,
Sempre infeliz e de má catadura,
Mui perto de perder a compostura,
É cruel, mentirosa e rabugenta.
Rosto fechado, o gesto de fuinha,
Voz de lamento e ar de coitadinha,
Com pinta de raposa assustadinha,
É só veneno, a ditadorazinha.
Se não sabes quem é, dou-te uma pista:
Prepotente, mui gélida e sinistra,
Amarga, matreira e intriguista,
Abusa do poder... e é ministra
RETRATO (Ah, grande Bocage!! )
*Baixa, de olhos ruins, amarelenta,
Usando só de raiva e de impostura,
Triste de facha, o mesmo de figura,
Um mar de fel, malvada e quezilenta;
Arzinho confrangido que atormenta,
Sempre infeliz e de má catadura,
Mui perto de perder a compostura,
É cruel, mentirosa e rabugenta.
Rosto fechado, o gesto de fuinha,
Voz de lamento e ar de coitadinha,
Com pinta de raposa assustadinha,
É só veneno, a ditadorazinha.
Se não sabes quem é, dou-te uma pista:
Prepotente, mui gélida e sinistra,
Amarga, matreira e intriguista,
Abusa do poder... e é ministra
quarta-feira, 28 de março de 2007
Interrogações à Ministra da Educação
Segue-se uma lista de questões que ainda nenhum jornalista teve coragem de fazer à Srª. Ministra da DesEducação sobre o novo Estatuto da Carreira Docente:
1ª Qual foi a razão para escolher 18 anos de serviço para se chegar a professor titular? Por que motivo os professores titulares não serão escolhidos pelos membros do seu departamento, numa eleição democrática, com um mandato limitado, de modo a ser reconduzido ou não? Terá este governo medo da democracia? De acordo com o Estatuto da Ministra, o professor titular é escolhido num concurso exterior à escola e o seleccionado terá o cargo para sempre, seja competente nas novas funções ou não.
2ª Depois de haver um quadro completo de professores titulares e com a idade da reforma sempre a aumentar, os outros professores, que por falta de tempo de serviço não puderam concorrer ao primeiro concurso, nem que tenham sempre a classificação de “Excelente”, não poderão aceder a essa categoria por falta de vagas e estarão, possivelmente, a “rezar” para que o titular do seu departamento tenha uma doença que o impeça de coordenar as actividades. O que fará a Sr.ª Ministra para compensar esses professores condenados a “substitutos” por toda a vida?
3ª Uma vez que os professores serão avaliados pelo abandono escolar dos alunos, de que modo quer a Sr.ª Ministra que os docentes, que também têm dificuldades financeiras, dêem dinheiro às famílias para que elas mantenham os adolescentes num sistema de ensino que só é gratuito na Constituição? Um Governo, que se preocupa mais com os números do que com as pessoas, tem criado mais dificuldades às famílias, provocando o abandono escolar de que a Sr.ª Ministra responsabiliza os professores...
4ª Se os professores vão ser avaliados pelos resultados escolares dos alunos, não sendo masoquistas, os docentes vão avaliar positivamente todos os alunos, criando um sucesso artificial e desmotivador para aqueles bons alunos que, neste momento, ainda se aplicam. Para quando um ensino de qualidade e exigente para os discentes de modo a que eles não sejam aprovados só por se terem matriculado?
5ª Por que motivo é que a Sr.ª Ministra disse que os piores resultados dos Exames Nacionais do Ensino Básico são a Língua Portuguesa e a Matemática, quando só há exames a essas disciplinas e quando a maior parte dos alunos que acaba o terceiro ciclo não sabe escrever ou dizer uma frase completa em Inglês ou em Francês, uma vez que eles podem transitar com nível dois a várias disciplinas?
6ª Serão os professores de Língua Portuguesa e de Matemática também avaliados pelos resultados dos seus alunos nos Exames Nacionais e os docentes das outras disciplinas só pelos níveis que atribuem, pois as suas disciplinas não são alvo de Exames Nacionais?
7ª Quando é que a Sr.ª Ministra se preocupará verdadeiramente com um ensino de qualidade e mostrará capacidade para reduzir o número máximo de alunos por turma? Em consciência, como é possível que um docente consiga, em noventa minutos de aula, diversificar as estratégias de modo a que os 28 alunos consigam ter realmente sucesso? O sucesso não deveria ser também nas aprendizagens e não só nas estatísticas?
8ª A supervisão de aulas não será uma forma de retirar a autoridade do professor (tantas vezes posta em causa pela Ministra) perante os alunos na sala de aula?
9ª Com um sistema de avaliação por quotas, como é que a Sr.ª Ministra deseja que os professores partilhem materiais, estratégias e experiências com colegas que os podem ultrapassar? Haverá imensos conflitos entre professores, os Conselhos de Turma servirão apenas para o lançamento de níveis positivos, sem que os professores conversem entre si para resolver os problemas dos alunos, como o faziam até aqui. É esta a escola que a Sr.ª Ministra quer? Possivelmente será, pois alguém que não sabe ouvir quem tem experiência no terreno, que não respeita a opinião dos outros, que decide de forma absolutista e anti-social, só pode querer uma escola em que os professores sejam todos egoístas e que não promovam a socialização dos seus alunos.
Seria bom ouvir a Sr.ª Ministra responder a alguma destas questões, mas como a sua preocupação é a de ser Ministra da Poupança e não da Educação, estará mais preocupada em saber como retirar mais dinheiro aos professores para o seu “chefe” poder comprar navios de guerra em segunda mão, criar uma linha de TGV para poupar 20 minutos numa viagem de Lisboa ao Porto e encomendar estudos a empresas de amigos, para que tenham os resultados que lhe interessam. A propósito do “chefe”, como são os professores que mais viajam nas auto-estradas e nas SCUT diariamente, fica também uma pergunta para ele:
Quando foi eleito, aumentou o Imposto Sobre os Produtos Petrolíferos, dizendo que era para suportar o custo das SCUT, agora, que vai criar portagens para as SCUT do Norte, também vai baixar esse Imposto?
1ª Qual foi a razão para escolher 18 anos de serviço para se chegar a professor titular? Por que motivo os professores titulares não serão escolhidos pelos membros do seu departamento, numa eleição democrática, com um mandato limitado, de modo a ser reconduzido ou não? Terá este governo medo da democracia? De acordo com o Estatuto da Ministra, o professor titular é escolhido num concurso exterior à escola e o seleccionado terá o cargo para sempre, seja competente nas novas funções ou não.
2ª Depois de haver um quadro completo de professores titulares e com a idade da reforma sempre a aumentar, os outros professores, que por falta de tempo de serviço não puderam concorrer ao primeiro concurso, nem que tenham sempre a classificação de “Excelente”, não poderão aceder a essa categoria por falta de vagas e estarão, possivelmente, a “rezar” para que o titular do seu departamento tenha uma doença que o impeça de coordenar as actividades. O que fará a Sr.ª Ministra para compensar esses professores condenados a “substitutos” por toda a vida?
3ª Uma vez que os professores serão avaliados pelo abandono escolar dos alunos, de que modo quer a Sr.ª Ministra que os docentes, que também têm dificuldades financeiras, dêem dinheiro às famílias para que elas mantenham os adolescentes num sistema de ensino que só é gratuito na Constituição? Um Governo, que se preocupa mais com os números do que com as pessoas, tem criado mais dificuldades às famílias, provocando o abandono escolar de que a Sr.ª Ministra responsabiliza os professores...
4ª Se os professores vão ser avaliados pelos resultados escolares dos alunos, não sendo masoquistas, os docentes vão avaliar positivamente todos os alunos, criando um sucesso artificial e desmotivador para aqueles bons alunos que, neste momento, ainda se aplicam. Para quando um ensino de qualidade e exigente para os discentes de modo a que eles não sejam aprovados só por se terem matriculado?
5ª Por que motivo é que a Sr.ª Ministra disse que os piores resultados dos Exames Nacionais do Ensino Básico são a Língua Portuguesa e a Matemática, quando só há exames a essas disciplinas e quando a maior parte dos alunos que acaba o terceiro ciclo não sabe escrever ou dizer uma frase completa em Inglês ou em Francês, uma vez que eles podem transitar com nível dois a várias disciplinas?
6ª Serão os professores de Língua Portuguesa e de Matemática também avaliados pelos resultados dos seus alunos nos Exames Nacionais e os docentes das outras disciplinas só pelos níveis que atribuem, pois as suas disciplinas não são alvo de Exames Nacionais?
7ª Quando é que a Sr.ª Ministra se preocupará verdadeiramente com um ensino de qualidade e mostrará capacidade para reduzir o número máximo de alunos por turma? Em consciência, como é possível que um docente consiga, em noventa minutos de aula, diversificar as estratégias de modo a que os 28 alunos consigam ter realmente sucesso? O sucesso não deveria ser também nas aprendizagens e não só nas estatísticas?
8ª A supervisão de aulas não será uma forma de retirar a autoridade do professor (tantas vezes posta em causa pela Ministra) perante os alunos na sala de aula?
9ª Com um sistema de avaliação por quotas, como é que a Sr.ª Ministra deseja que os professores partilhem materiais, estratégias e experiências com colegas que os podem ultrapassar? Haverá imensos conflitos entre professores, os Conselhos de Turma servirão apenas para o lançamento de níveis positivos, sem que os professores conversem entre si para resolver os problemas dos alunos, como o faziam até aqui. É esta a escola que a Sr.ª Ministra quer? Possivelmente será, pois alguém que não sabe ouvir quem tem experiência no terreno, que não respeita a opinião dos outros, que decide de forma absolutista e anti-social, só pode querer uma escola em que os professores sejam todos egoístas e que não promovam a socialização dos seus alunos.
Seria bom ouvir a Sr.ª Ministra responder a alguma destas questões, mas como a sua preocupação é a de ser Ministra da Poupança e não da Educação, estará mais preocupada em saber como retirar mais dinheiro aos professores para o seu “chefe” poder comprar navios de guerra em segunda mão, criar uma linha de TGV para poupar 20 minutos numa viagem de Lisboa ao Porto e encomendar estudos a empresas de amigos, para que tenham os resultados que lhe interessam. A propósito do “chefe”, como são os professores que mais viajam nas auto-estradas e nas SCUT diariamente, fica também uma pergunta para ele:
Quando foi eleito, aumentou o Imposto Sobre os Produtos Petrolíferos, dizendo que era para suportar o custo das SCUT, agora, que vai criar portagens para as SCUT do Norte, também vai baixar esse Imposto?

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